(Teresa Gouvea)
Os caminhos do luto são preguiçosos e lentos, dispensam barulho e acolhem o silêncio, pedem abraços e pouca fala, se arrastam feito mar sem fim, fazem pouco caso da comida, seguem indiferentes aos sabores. Caminhando sem perceber se é dia ou noite, pedimos o direito de renascer quem partiu, falas repetidas mil vezes, histórias recontadas, tentativas de voltar no tempo que escapou do nosso controle. Odeia comparações e frases feitas, a dor existe, mesmo que amenize amanhã, quem perdemos ocupa lugares únicos em nossos corações. Os caminhos do luto pedem tempo, desses que não se enxergam com óculos alheios, desses que a gente respira, inspira e suspira até virar saudade.
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