Meu amor, lugar de paz e ternura
O que faço das minhas mãos que não encontram mais as suas?
Dias e meses sem recolher suas roupas, armários vazios,
tapetes sem calçados espalhados.
(...) Roupas que ainda guardam seu cheiro,
anotações de pequenas grandes verdades da vida,
livros , CDs e filmes calados, tristonhos,
espiando suas paixões pelas ruas da vida.
Como entrar nesse universo tão seu,
me despedir do nosso futuro, fazer as pazes com o passado?
Inaugurar nossas histórias, impedidas, na memória,
entender que tudo é nada perto de vazios tão profundos,
que a vida escorre, nada se leva nas mãos,
as coisas mais caras são carregadas no coração.
" De todos os loucos do mundo eu quis você, porque a sua loucura parece um pouco com a minha " (CM FV. By Carol Magalhães)"
sábado, 10 de março de 2018
SOBRE O QUARTO, A CASA, O CORAÇÃO (Teresa Gouvea)
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Os caminhos da saudade
(Teresa Gouvea)
Os caminhos do luto são preguiçosos e lentos, dispensam barulho e acolhem o silêncio, pedem abraços e pouca fala, se arrastam feito mar sem fim, fazem pouco caso da comida, seguem indiferentes aos sabores. Caminhando sem perceber se é dia ou noite, pedimos o direito de renascer quem partiu, falas repetidas mil vezes, histórias recontadas, tentativas de voltar no tempo que escapou do nosso controle. Odeia comparações e frases feitas, a dor existe, mesmo que amenize amanhã, quem perdemos ocupa lugares únicos em nossos corações. Os caminhos do luto pedem tempo, desses que não se enxergam com óculos alheios, desses que a gente respira, inspira e suspira até virar saudade.